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2008: NOV SET JUL ABR/JUN JAN/MAR 2007: NOV OUT SETAGO JUL MAI ABR NEM TODOS OS ARQUIVOS ESTÃO DISPONÍVEIS NO MOMENTO |
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Quinta, 29 de janeiro de 2009
OI TURMA Hoje estréia o sáite Oi Turma, do Oi Futuro, que eu e meus comparsas temos desenvolvido freneticamente nos últimos três meses. É um sáite voltado para crianças pequenas, onde os âncoras são os OtaKids. Na verdade é a continuação de um outro que fiz pra mesma instituição uns 10 anos atrás, quando ainda se chamava Museu do Telephone com PH e pertencia à finada Telerj, que depois virou Telemar e mais tarde Oi. Graças ao empenho da diretora Maria Arlete Mendes Gonçalves (vulgo Lelé) o Museu virou um imponente centro cultural de primeira grandeza e referência mundial. As melhores exposições ligadas a alta tecnologia estão lá. Até o Eduardo Kac está escalado pra fazer uma grande mostra qualquer hora dessas. Oi Turma começou em 2007. Era para ser um projeto da ala educacional do Oi Futuro voltado para adolescentes e usado nas escolas. Eu e o Stil véio de guerra ralamos durante meses mas foi engavetado porque era complicado demais para ser posto no ar. Espero que desengavetem e me chamem de volta. Nesse meio tempo Lelé me pediu para fazer um sáite para crianças para incluir dentro do sáite principal do Museu das Telecomunicações, e dei a idéia de ressuscitar o velho Oi Turma, e a outra co-diretora do Instituto, a Samara, emprestou a marca. Por isso o OtaTube tem estado meio devagar estes dias. Eu e o Carranza estamos virando noites trabalhando direto nas animações e mal temos tempo de fazer os nossos. Outro fiel do Otatube, o Kemp, ajudou com umas caricaturas que estão nos jogos. O que está no ar é apenas a ponta de um iceberg, já que o sáite completo tem muito mais coisas. Vamos soltando tudo aos poucos. Vai ter Chiquinha também. Estamos todos fazendo o que gostamos e explorando novas mídias. Meus personagens são os âncoras, animados por mim e pela minha talentosa estagiária Nancy, outro talento descoberto por mim e com a ajuda da Mariana Blanc na produção. Luís Pimentel escreveu a pecinha, Pablo criou os fantoches, Lanika desenvolveu os jogos e mais amigos como a Andrea Paola, Sandra Peitola e a Cândida Sastre deram uma força nas vozes e a oficina aqui não para de trabalhar. Todo mundo feliz da vida fazendo o que gosta.
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Segunda, 26 de janeiro de 2009
MAD AMERICANA PERTO DO FIM E essa foi foda. Acabei de saber que a Mad (americana) está com os dias contados. A partir da edição 500 (abril) a periodicidade cai para trimestral. As duas revistas paralelas, Mad Kids e Mad Classics, foram canceladas. É a crise americana em sua corrida desenfreada. A Warner não estava conseguindo segurar a peteca e só não acaba de vez porque ainda tem muitas assinaturas e precisa manter a marca viva de qualquer jeito, mesmo que seja desse. Alguns funcionários da redação já foram postos no olho da rua. Colaboradores estão tendo seus contratos revistos. A verba deve ter encolhido. Não duvido nada que daqui a uns anos ela vire semestral ou anual. O curioso é que, uns dez ou doze anos atrás, Mad era a revista da DC que mais vendia. Mas as coisas foram piorando muito desde que Bill Gaines morreu e parou de tomar conta da revista com sua mão de ferro. A rigor, a Mad morreu na década de 90, quando os seus fundadores começaram a empacotar e a equipe foi sendo substituída por uma geração nova. Apareceu gente boa como Bill Wray (que já saiu), Peter Kuper assumiu o Spy Vs. Spy, mas além desses ninguém que realmente se destacasse. Segurando a peteca, os clássicos Aragonés e Al Jaffee, que continuam vivos e cada vez melhores, o resto da equipe antiga foi sendo aposentado. |
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O conteúdo mudou radicalmente, talvez tenha sido esse o erro. Tentaram fazer uma cópia do National Lampoon, revista de humor que surgiu na década de 1970 e durante um tempo ameaçou a Mad. Mas sem a verve nem do pessoal do Lampoon ou da galera da Mad original. Quando eu ainda era editor sentia esse problema na carne: tinha muito pouca coisa que se aproveitasse para traduzir aqui. Era tirar leite de pedra.
Bem, não adianta chorar sobre o leite derramado. As coisas simplesmente acabam. Uns 2 mil anos atrás o Império Romano estava no auge, depois foi pras cucuias. O Império Americano estava mandando e desmandando no século passado, hoje está de pires na mão. De qualquer forma, tomei um susto quando soube dessa notícia, que em nada me afeta porque já pulei fora, mas soou estranha. Se a notícia fosse sobre a edição nacional não me espantaria em nada... tenho visto os números que estão saindo e uma revista que era para rir está de chorar. comentários até agora |
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Acabei de fazer este OtaTube acima. Adorei fazer ele e quem pra quem foi feito adorou mais ainda, então missão cumprida. Paris é uma cidade linda, francês é a língua mais bonita do mundo, pena que os franceses sejam tão chatos, sempre tem uma coisa pra atrapalhar. Mas pelo menos essa terra nos deu a Edith Piaf, então já valeu a pena. Os OtaTubes agora são widescreen! Pena que o YouTube imitou a idéia e saiu na frente. Eles sempre fazem isso. Bom, de volta ao front. Vocês devem estar querendo saber como foi o Leilão Mad. Foi um sucesso. Deu pra diminuir um pouco o buraco, que tava uma cratera horrenda. Estão perguntando se vai ter outro, eu digo que não. Não posso ficar o resto da vida vendendo encalhe de revista Mad. O mundo roda. Embora eu não esteja totalmente desligado da revista assim, vou fazer ainda o meu livro de memórias desse período pra fechar o ciclo. Mas agora meu lema é que nem o do Buzz Lightyear: ao infinito e além! 2009 começou bem. Estou fazendo o site infantil do Oi Futuro, que entra no ar no fim do mês. É por isso que a produção dos OtaTubes desacelerou um pouco. Só dá pra fazer nas horas vagas. Depois disso já tem outros trabalhos engatilhados. Cada vez menos ligados ao mercado editorial dos quadrinhos. Enquanto o mercado estiver dominado por esses picaretas que afundaram com ele, vai ser difícil me ver de volta, a não ser nas compilações do Relatório Ota. Estou indo pra outras áreas mais verdes. Animação é a meta, mas estou dando uma de compositor e cineasta também. Ah! E virei radialista. Ou algo do gênero. Quem estiver de bobeira nas quintas-feiras de meio-dia às duas pode me ouvir no programa De Olho no Rio, da Rádio Metropolitana. Quando fui dar uma entrevista ainda na semana do leilão gostaram tanto que me convidaram para fazer parte do quadro fixo de comentaristas do programa. Quem mora no Rio pode ouvir direto na faixa AM sintonizando no 1090. Mas pela Internet dá pra ouvir de qualquer parte do mundo. É só ir no sáite da rádio e clicar em ouvir a programação. tem que ser de meio-dia às duas, se ligar antes pode cair num programa de algum pai-de-santo ou pastor evangélico. Bom que mais? Ah, sim. Dom Ináfio foi pro espafo. O Jornal do Brasil cancelou a seção de quadrinhos na virada do ano e limou as tiras que restavam. eu já estava meio de saco cheio de fazer a tira, então não me importei tanto. Bom, essas são as novas. Vou ver se atualizo um pouco esta joça, se tiver tempo. comentários até agora Domingo, 14 de dezembro de 2008 LEILÃO MAD Oba, é hoje. O catálogo virtual está aqui. Vai poder ter lance pela internet, tem que se cadastrar antes e entrar na conta do msn leilao@ota.com.br. Aí vai ter uma LeilOta de plantão cuidando do freguês. Ainda bem que essa novela da Mad tá terminando de vez. Bom com esse esforço todo de reportagem pra montar o leilão, o Otatube ficou meio às moscas. Mas botei uns piratas pra movimentar um pouco. Semana que vem volta ao normal, com a série de especiais de Natal que vamos fazer. E posso pegar no meu livro do Relatório Ota, ufa. Como alguns desenhos são de fases diferentes, tô redesenhando tudo no padrão atual. E vi no jornaleiro a Playboy com meu desenho e comprei. Puxa, a Playboy é mil vezes mais fácil de achar que a Mad. em qualquer banca tem pendurada com destaque. Já a Mad tem que passar por umas quinze perguntando se tem e ficar ouvindo que "a revista já acabou há um tempão". Agora que sou novamente um simples leitor sei o que vocês passavam. Quinta, 11 de dezembro de 2008
Hoje inaugura nas Casas Casadas (rua Leite Leal 43, Laranjeiras) a exposição dos originais do Leilão Mad Memorabilia por Ota. Vai ter um coquetel e alguns dos artistas estarão presentes. Mas o leilão mesmo é no próximo domingo, dia 14. Aí o Samir Abujamra (o mesmo que criou aquele festival onde ele pagava 1 real para quem fosse assistir os filmes) estará sacudindo o martelo e gritando "quem dá mais?". Tem itens com lance inicial de R$ 1,99. Originais, brinquedos e revistas Mad dos anos 70 a 2000 estarão sendo leiloados. O catálogo está aqui. Tudo estava jogado pelos quatro cantos do meu estúdio onde funcionou a redação da revista nos últimos 12 anos. Os artistas são desorganizados e nunca vieram buscar os originais. Pedi autorização a todos eles para colocar no leilão e todos toparam. Além disso tem os brinquedos que aquele americano maluco que vinha comer putas em Copacabana me dava, uns poucos originais caprichados meus e revistas e mais revistas. Quando saí da Mad estava com tanta raiva que falei que ia leiloar tudo. Isso virou notícia e agora estou tendo que fazer o leilão para honrar a promessa. Deu a maior trabalheira separar tudo, ainda mais pela enorme carga emocional que cada peça representa. Tem até a colagem simulando papel reciclado que o fotolito se recusou a escanear na época. É, coloquei uma barata de verdade na arte e o fotolito devolveu e tivemos que eliminar a barata. Cada peça tem uma história e os artistas são todos amigos queridos até hoje. Enfim, estou bem. Saí da Mad com uma mão na frente e outra atrás pra não morrer de infarto. Fiquei só uma semana desempregado, porque os convites não param de chegar. Na Playboy deste mês tem um cartum meu, assinei contrato com a Oi Futuro pra fazer o site de kids deles, vou publicar meus livros do Relatório Ota pela Barba Negra e sei lá mais o que vou fazer. É muita coisa. Até o OtaTube tá meio parado por esses dias, fiquei catando as coisas do leilão. Tudo isso não teria acontecido se aquele infeliz do co-editor não tivesse metido o bedelho na parte nacional da revista e publicado à revelia aquela ridícula matéria dos japoneses. Eu estava trabalhando quieto no meu canto, sendo escravizado pela Mythos/Panini sem reclamar, começaram a fazer uma cagada após a outra e mandei todos tomarem no cu e saí da revista, após 34 anos, 26 dos quais muito felizes quando a mad estava na Vecchi e na Record. Quando foi pra Mythos começaram os problemas, aguentei firme mais sete anos. Com a nova mudança de editora ficou pior ainda. Passei seis meses em depressão profunda vendo um idiota estragar todo o trabalho de uma vida. Bom, enfim, são águas passadas. Nem tenho raiva de ninguém, até agradeço ao "dois pastel e um chopps" que causou essa transformação toda. Apareçam lá, se puderem. comentários até agora |